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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Momento Rodrigo Shampoo



Irresistível tentação



Sinto um doce aroma
Capaz de me deixar em estado de coma
Não sei explicar
Este amor que sempre recomeça
Ora sem pressa, ora depressa
E em algum momento vai acabar
Um amor sem brigas
Sem intrigas
Quando vejo outro te possuindo
Não sinto ciúme
Às vezes eu me pego sorrindo
Pois logo você será minha
Eu te desejo
Você realiza o meu ensejo
Eu arranco seu invólucro
Para tê-la em minha mão
Enquanto durar nossa atração
Pois logo acabará esta sensação
E um vazio marcará meu coração
Uma breve satisfação me tomará por completo
Isto é certo
E novamente
Serei domado pela vontade de ter você
Que está sempre em minha mente
Transformando-me em seu dependente
Como posso controlar-me
Diante de sua irresistível tentação
Entre nós há muito mais do que paixão
Quando chega o seu fim
Você sempre volta para mim
Quando estou com você
Eu sinto um forte arrebate
E por isso eu fiz esta poesia
Sobre a barra de chocolate




segunda-feira, 12 de novembro de 2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Momento Rodrigo Shampoo

Olhe para o seu rabo 
 
Que tal aprendermos a olhar a verdade?
A face implícita da crueldade!
Um pouco de prazer e desgosto
Cortando com faca a garganta,
Enquanto o esgoto jorra do fosso.
O choro já não adianta.
Somos humanos porque achamos que sabemos!
Sabemos o que?
Aceitar sem perguntar por quê?
Acreditar sem questionar?
Batemos palmas para um espetáculo
E torcemos pelo próximo ladrão,
Votando numa democrática obrigação.
Pelo “filho da puta” que representará o povo no Planalto,
Políticos corruptos com o salário cada vez mais alto.
Policiais e bandidos de mãos dadas
E nos programas de TV só vejo palhaçada.
Vamos nos entorpecer
Com drogas no cérebro de quem não tem,
Babar pelas bundas frutas de quem não pensa.
Pedir a bênção.
Aos padres maniqueístas,
E pastores que roubam fiéis burros
Que adoram o Deus do sussurro.
Um Senhor ditador e egoísta,
De glória e natureza dubitativa.
Estou sem alternativa.
Vejo pessoas estúpidas e ignorantes,
Que se denominam humanos
Pelo simples fato de serem pensantes.
Seres bípedes de ímpar vaidade,
Que alimentam a maldade.
Celebramos a morte da língua com jargões,
Festejamos a prisão de assassinos, traficantes e ladrões.
Pagamos caro para que eles vivam na gaiola
E ao saírem matarão mais uma senhora.
Somos todos idiotas!
Produzidos pela nossa escola.
Meu time foi campeão!
Temos sol, carnaval e verão.
No nosso mundinho em estado de putrefação.
Trabalhamos para nada.
Sacudimos uma bandeira rasgada.
Ostentamos o vício dourado.
Somos gado marcado,
Com inveja de quem tem.
No espelho não somos ninguém,
Mas tentamos ser outro alguém.
Somos marionetes manipuladas
Eternamente de mãos atadas
No inferno de carta marcada.
A vida na árvore ressecada,
Na sombra negra ensanguentada.
Em cada palavra homicida,
Não há depressão,
Não sou um louco suicida.
Neste universo sem presença,
Somos uma doença.
Sei a força que preciso,
Basta-me abrir um sorriso!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Momento Rodrigo Shampoo


Cidade das Flores
 
Vou contar a história de um lugar!
Onde todos os habitantes
Tinham motivo para se orgulhar!
Em seus campos lindas flores.
Era um parque de amores,
Onde as pessoas só sorriam
E as crianças se divertiam.
Imponentes florestas o cercavam,
Suas faunas e floras ricas brilhavam.
Era um lugar belo
Com mais de cem castelos.
Todos lá se conheciam.
Cristalinos riachos nele nasciam,
Os ventos apenas arejavam
Enquanto ao seu ritmo
As folhas dançavam.
Os pássaros coloridos gorjeavam
E seus tenros habitantes
Sorriam a cada instante.
As montanhas encantavam
Àqueles que a olhavam.
Mas chegou certo dia
Junto com uma nuvem fria
Um nobre forasteiro
Em seu cavalo prata,
Que corria pela mata.
Logo ele criou asas
E as pessoas se inquietaram,
Ali na praça elas pararam.
Era um misto de pavor e admiração.
Ficaram paralisadas com o coração na mão.
Logo o visitante se apresentou:
"Sou um mágico trovador!"
Desceu de seu cavalo pulcro
E disse palavras calmas
Que purificavam a alma.
Ele só queria lucro.
Das suas mãos nascia a magia
Transformou uma rocha cinza em uma Bouvardia,
Os olhos das pessoas transbordavam alegria.
Com cinestesia,
O mágico prosseguia seduzindo,
Provocando um misto de entorpecimento e euforia.
Se sentindo o dono de todos
O mágico continuava agindo.
Logo ele fez um pedido:
"Preciso de suas flores meus amigos!"
Todos da praça corriam,
Para o visitante eles traziam
Quantas flores em suas mãos cabiam.
As flores foram arrancadas dos canteiros
E quando acabaram as flores do campo inteiro
O mágico lhes pediu dinheiro.
Os habitantes cativados
Entregou-lhe suas riquezas
Totalmente maravilhados.
Uma orquídea foi erguida
E a cidade agradecida
Pela suntuosa exibição.
Mas o mago insatisfeito
Achou-se no direito
De mandar na multidão.
Exigiu o maior dos castelos
Construído em pedras preciosas,
Pintado com as cores: verde e amarelo,
Com duas torres esplendorosas.
O mágico voltou-se para as mulheres
E escolhera a mais formosa
Para lavar os seus talheres.
O lugar que era o paraíso
Ficou feio e destruído.
Toda aquela qualidade
Se tornou iniquidade.
As pessoas amarguradas
Estavam todas condenadas.
Agora eram todos detentos,
Homens fedidos e lazarentos
Sem voz para gritar,
Não sobraram flores para contar.
Toda aquela rica beleza
Virou história demudada em tristeza.
A água límpida e cristalina
Era um poço de esgoto, carne podre e naftalina.
Os habitantes se revoltaram
E o mágico eles expulsaram,
Junto dele a inocente mulher
Que não teve culpa alguma,
Mas foi tratada como uma vadia qualquer.
O lugar belo renasceu,
O campo seco e cinza floresceu,
Assim como uma página de livro
O tempo passou,
E certo dia,
Aquele mágico voltou.
As pessoas ignorantes se esqueceram do acontecido.
E com os mesmos artifícios
Os habitantes ele conquistou
E, novamente... 
Aquele campo florido acabou.


Rodrigo Shampoo

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Momento Rodrigo Shampoo

Menininha
Você é uma menina
Que me fascina.
Olhinhos brilhantes,
Seus cabelos
São negros diamantes.
Quando me abraças
Eu crio asas.
Seu corpo branquinho,
Viro menininho,
Menino bobinho.
Roubo-te um beijinho.
Moleca menina,
É pequeninha,
Minha bonequinha.
Um beijo no escuro
No seu ouvido eu sussurro.
Nosso primeiro beijo,
Meu maior desejo.
Eu te conquistei!
Sentir-me um rei!
Você é assim,
Gosta de mim.
Cheia de graça,
Abraça e me amassa.
Voamos nas nuvens,
Dormimos nas nuvens.
Na fotografia,
É só alegria.
Ama meu jeito,
Meu jeito sem jeito,
Garoto atolado,
Sorriso marcado,
Pois o meu sorriso
É seu paraíso.
Esbanja alegria,
De noite e de dia.
Ama emocionada,
Você é amada.
E depois...
Eternamente nós dois.
Nossas mãos apertadas,
Não quero mais nada,
Só minha namorada!
LinkRodrigo Champoudry

terça-feira, 12 de abril de 2011

Momento Rodrigo Shampoo

Samba das Religiões

Oxalá quis fazer um samba
Inicialmente era só para animar o terreiro de bamba
Jogando água de cheiro
Eis que a festa ganhou proporção no mundo inteiro
Abrangendo qualquer religião
O primeiro a entrar na roda foi Jesus Cristo
Só batendo na palma da mão
Ele dizia: "Com cavaquinho não me arrisco!"
Logo depois a galera foi chagando
Allan Kardec foi logo pegando o banjo
Nossa Senhora muito animada começou a cantar
Formando o vocal de apoio com Iemanjá
O ritmo estava ficando bom
E lá na Grécia Antiga
O Messias foi buscar o Poseidon
Que ficava no pandeiro
Naquele momento todos eram partideiros
Exu alcançou o Nirvana
Enquanto Ganesha usava um guia bacana
Shiva comandou o som no tantã
E o ronco da cuíca quem fazia era Iansã
São Sebastião arranhava o cavaquinho
Lúcifer apareceu meio tímido
Soprando o trompete bem baixinho
O samba estava na maior agitação
Adonai estava com o xequerê na mão
No meio da roda Vishnu tocava violão
Satanás e Jeová juntos gritavam:
"Aqui não existe preconceito não!"
Maomé cantava o hino de Umbanda
Até Belzebu requebrava como um bamba
Nadar fazia chorar a viola
E Deus já tinha um samba pronto na cachola
Oxum ficou no agogô
Ninguém tocava tamborim melhor do que Xangô
Minerva e Marte trouxeram de Roma uma folha de arruda
Sem parar de batucar estava o Buda
A galera gritava Alá, Aleluia, Amém e Saravá
Mesmo com o Sol chegando a folia não podia acabar
A roda de samba era uma verdadeira união
Virou uma só religião
E o que parecia impossível aconteceu
Quem comandava o surdo era um Ateu
E o maestro era São Judas Tadeu
Anúbis e Osíris vieram do Egito
Moisés e Oxóssi conduziam o agito
Acredite quem quiser
Afrodite estava sendo cantada por Noé
São Jorge fazia a feijoada
A galera já estava esfomeada
O samba estava apenas começando
O Zé Pilintra só ficava sambando
Ninguém sabia quem era Tirthankaras
Mas foi só ele pegar na flauta
Que houve uma salva de palmas
Zeus fazia barulho gritando Axé
Nesta altura até Brahma estava com samba no pé
Esta poesia não é uma ofensa a nenhuma religião
É apenas uma forma de expressão
Para o preconceito diga não
Valeu meu irmão

Por Rodrigo Shampoo